3.6.14

mudanças.



não posso esperar que seja fácil adaptar-me a um conjunto de mudanças cruciais e que me abalaram todas num dia só. mas arrastar essa dor durante semanas, na esperança que a mágoa seja melhor que as oscilações entre a felicidade e a solidão, deixou de me parecer a melhor maneira. fizeram-me ver que não é a melhor maneira.
para ser quem sou, estar onde estou e fazer o que faço, não foi sem o apoio daqueles que mais me amam e me querem melhor, não foi sem as chamadas de atenção mais ou menos bruscas. não foi sem traumas, terapias, feridas e lágrimas. mas também não foi sem amor, força, persistência e apoio incondicional.
preciso disto: deste estado temporário de rápido crescer e aprender, porque só assim aprenderei o que é o outro lado da vida. o outro lado dos 20's.
vejamos o lado positivo: posso dançar às tantas da noite, ter a música no volume que me apetecer, não preciso de sussurrar, janto o que quero e quando quero, lavo a louça à hora que quiser, posso adormecer ao chegar a casa, acender uma vela aromática, cantar no duche, tirar fotografias idiotas e saltar pela casa inteira.

podia ser pior. mas não é.