14.9.15

tudo muda.

Às vezes sento-me a pensar em tudo aquilo que muda.
As pequenas coisas que outrora eram a nossa melhor realidade e agora não passam de distantes memórias que, às vezes, até nos forçamos a esquecer. Não porque foram más. Mas porque foram boas demais e chega a ser doloroso lembrarmo-nos.
Falo de tudo. Falo de um quarto pouco aconchegado onde se passaram todas as noites da vida; falo das pessoas que fizeram parte de todos os dias e hoje passam por estranhos, pessoas a quem baixamos a cabeça para não ter de cumprimentar; falo ainda de todos os hábitos e passatempos que faziam parte dos serões, e que hoje não são além de um quarto de hora mal passado.
Não sei como posso continuar este texto. Estou desiludida e desapontada que certas coisas não continuaram como foram e, pior do que isso, o meu desleixo de as ver partir sem bilhete de volta e, em vez de as permitir a ficar, deixá-las ir com um aceno de mão.
Sou tão estúpida. E agora queixo-me.