Hoje acordei a pensar em inglês. Não sei porquê, mas sei que não sou a única a ser assim. Às vezes, parece simplesmente mais fácil e menos violento pensar em inglês.
Hoje acordei apontava o relógio as seis e meia da manhã. Voltei a adormecer durante breves períodos de tempo para nada de melhor.
There are days when your nightmares can lead you to fear your own reality.
Foi a primeira frase da manhã, pensada antes do sol nascer.
Porque quando a realidade é simples e perfeita, as minhas noites com insónias desvanecem tudo o que sinto, bem cá dentro, de bom. Destroem e partem em pedaços de vidro a felicidade, a esperança e o sorriso com que me deixei adormecer.
E assim, acordo drenada de energias para um dia preenchido como foi o de hoje.
Mais tarde no dia, quando todos os fatores positivos deixam de interessar nesta fase turbulenta de dor de cabeça e desânimo, de cansaço e de querer dormir - diz o relógio que são nove e piques da noite - surge-me outra frase.
It's not much, really. But it's home.
Seria de esperar o lado reconfortante e positivo desta frase.
Mas não.
Deito-me para outra noite de insónias mal merecidas.
Já lá vão mais de duas horas desde que olhei para o relógio. Devo ter adormecido entretanto, entre as novelas da noite e uma conversa sem nexo com a mãe.